Dando sinal de vida

Sim, eu estou vivo! Mas o post seguinte está sendo bem mais difícil de escrever do que pensei.

Se eu sempre disse que este blog era uma terapia para mim, meu próximo texto vai levar isso ao pé da letra.

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Abraços.

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Não consigo amar de novo

Sempre vi o amor como uma coisa muito bonita. É aquilo de que te faz feliz, tornando a vida leve e suportável. Ele une as pessoas, proporciona momentos inesquecíveis e todo mundo o deseja. Eu, inclusive.

Mas acho que esqueci como se ama. Lembro que era algo tão natural, simplesmente fluía. O amor fazia parte de mim e por mais que se escondesse às vezes, em pouco tempo reaparecia e me convencia de novo de que era melhor ser alegre que ser triste.

Meu Amor sumiu de novo, e não está muito disposto a voltar. Juro que não sei onde ele foi parar. Vai ver pulou da janela, hibernou no verão ou correu para muito longe e depois achou que seria uma boa idéia continuar correndo.

Desconfio que na verdade ele fugiu. Aquele covarde! Achou que seria fácil aumentar meus batimentos cardíacos, inundar meu cérebro de serotonina e abusar do Photoshop no mundo sem sofrer consequências? Ok, ok, eu entendo. Faria o mesmo.

Felizmente, ele teve um pingo de consideração antes de partir. Para não me deixar sem amparo, encarregou o Medo de me fazer companhia. Esse, um pouco desagradável, eu diria, mas bastante convincente. Grande fã de teorias conspiratórias, ele acredita que o Amor na verdade tinha planos infalíveis contra mim.

Odeio quando acho que ele está certo. E odeio mais ainda suas amizades. Esse Medo maldito vive encontrando a Solidão para tomar um chopp no meu juízo. Grande amigos que são, conversam besteira a noite inteira e criam cada idéia absurda que só rindo para não chorar.

Juntos, eles me convenceram de que eu sou nocivo. Que aparento ser carinhoso quando na verdade sou tão confuso que faria qualquer uma perto de mim sofrer. Também odeio quando ambos acertam.

Acho que sinto falta do Amor. Tivemos momentos bem difíceis juntos, mas até que era um cara agradável. Enquanto ele não volta, vou tentar aprender a lidar com essas minhas novas companhias.

Caro Amor. Se estiver lendo isso, favor voltar.
Sua presença se faz necessária com urgência.