O que não ficou para trás – Prólogo

Já viram post com prólogo? Eu não, mas achei que seria necessário nesse caso.

Não é exatamente um segredo que este blog surgiu em um momento de “fossa” pelo fim do meu último namoro. Como escrever sempre foi uma forma de expurgar meus dramas pessoais, acabei criando o Autocrítica com essa finalidade. Mas isso mudou um pouco à medida que mais textos foram sendo escritos.

Já há algum tempo, meus posts eram um exercício de escrita, mais do que uma catarse. Isso significa que exagerava certos aspectos para tornar a leitura mais interessante. Por favor, não estão dizendo que são falsos de forma alguma, pois todos sempre partiram de questões bastante particulares. Mas são parciais demais para serem levados ao pé da letra.

Digo isso porque creio que nunca precisei tanto voltar à proposta (e ao motivo) original quanto agora. Se você leu o post sobre as mulheres que amei deve ter estranhado o quão breve fui ao falar de N. Afinal, se ela mudou tanto a minha vida como eu disse, deveria ter escrito mais sobre ela, não é?

A verdade é que tanta mágoa e tantas lembranças ruins estão associadas ao nosso relacionamento que eu não conseguiria escrever mais do que aquilo sem deixar isso transparecer. Mas eu não tinha noção do quanto guardar sentimentos negativos em relação a alguém poderia influenciar na minha vida e na minha relação com outras pessoas.

Acho que eu não sabia o que era ter um trauma de verdade até hoje. E eu preciso lidar com esse trauma agora! Não posso associar tanta coisa ruim a alguém que há pouco tempo eu tratava como a mulher da minha vida.

E a primeira ação que pensei para resolver esse trauma foi escrever novamente sobre ela. Mas dessa vez, sem mágoas e sem tristeza. Quero me lembrar das coisas boas que sentia e via nela, e o quanto isso fazia eu me sentir em paz.

Assim, espero perder o medo de encontrá-la na cidade, o incômodo de ler referências a ela na internet, a dor de ainda associar coisas do meu cotidiano ao tempo que passamos juntos… Principalmente, quero perder o medo de continuar vivendo.

Torça por mim, por favor.

O que não ficou para trás »

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4 comentários sobre “O que não ficou para trás – Prólogo

  1. Engraçado…estava procurando o significado de prologo (sim encontrei) e, foi atraves desta busca que encontrei seu site/blog/diário, ou seja como chame. Fiquei encantada, vi que a postagem não é antiga, assim como a maioria de blogs que encontro por acaso. Bom, escrevi tanta coisa e poderia resumir numa só, boa sorte!

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  2. Estou torçando, cara. Você é uma das poucas pessoas que admiro bastante, nos falamos pouco em relação ao tempo que nos conhecemos, mas o pouco que falei, o pouco que sei sobre você foi o suficiente para gerar tal admiração e zelo.

    Abraço.

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